sábado, 28 de fevereiro de 2009

Saudade*

Quero saír daqui...estar longe da confusão, da glória dos outros, da alegria das multidões e até daqueles que me querem bem.
Preciso manter a minha cabeça ocupada, para além da tua imagem, sempre a cores e em 'ponto grande' que me invade a memória e está sempre a revelar-me que assim como eu a ti, tu me amas e não existe nem existirá nada que possa mudar isso, nada mesmo.
Comigo caminham sempre a alegria por saber que estás a gostar disso e por estarem a gostar de ti, mas pelo contrário a tristeza está presente em mim por não estares comigo nestes dias, no dia três de Março (tu sabes...), todos os dias, enfim....
Queria guardar para sempre a ideia de te ter aqui a meu lado, sem que tenhas de ir embora para a tua ilha, para o 'teu' quase segundo país por alguns momentos que para mim são infinitos.
Quero experimentar coisas novas, já te confessei o quê, por isso espera por mim, só alguns meses, assim como espero por ti todas estas semanas para estar contigo de novo.


Sinto a tua falta, por isso dou em doida e escrevo estas coisas... para ti.

(sei que não as vais tentar ler, talvez ouvir*)




2 comentários:

  1. está tão bonito *.*, esta música acompanhar sabe tão mas tão bem!
    Beijinho*

    ResponderEliminar
  2. A felicidade está presente em todos nós. As vezes é que caímos no erro de deixá-la escapar por uns segundos por entre os dedos, como se fosse água.

    A saudade é poderosa perante a nós, move montanhas, cidades, pessoas, move vidas... quando o faz, faz com todo o cuidado do mundo para que a pessoa sujeita quando se partir, tenha alguém para a restaurar. A solidão é tão fria, e o buraco que se fecha torna-se tão quente e sufocante, que juntos causam um nó horrível e já não és nada do que és, foste ou serás. Estás só no escuro, sentada num chão de pedra com imagens à cores que a medida que forem passando tornam-se pretas e brancas manchando a tua memória com as gotas de sangue. Dói muito, cada imagem, cada memória, cada pequena saudade que torna-se num tormento enorme.

    Poucos são aqueles que metem a mão no bloso e procuram lá um fósforo para acender, para tentar queimar o escuro. Não caias no erro, procura, estarei lá. Por muito que se parta, e por mais frágil que o fósforo seja, eu estarei lá.
    "Só se ouve o que se quer ouvir, só se ve o que se quer ver".
    Acende um fósforo e verás o que os teus olhos pedirão. Apaga o escuro, e tu própria não te tornes num.
    Acende o fósforo e vê um espelho, onde estarás tu, uma borboleta linda que voa para onde quer voar. Acende o fósforo, vê o espelho, e vê a mão que o segura. Será tua, de uma pessoa que esperará por saber que valerá o que deve valer.
    E eu estarei aí...
    Estou.
    Estamos.
    Ele está. Para Sempre.

    ResponderEliminar